KLB Na Política De São Paulo

O TSE divulgou nomes que tiveram candidatura questionada e por consequência não apareceram com apuração de votos nas eleições para deputado. No tipo da lista está o cantor do grupo KLB, Kiko, primeiro nome da lista. Em termos gerais a votação com 7,6 mil votos não foi o suficiente para garantir a cadeira. Dentro da chapa o primeiro suplente ficou por conta do coronel da PM, Álvaro Camilo (27 mil votos).

No outro lado da família está Leandro, que assumiu mandato de deputado estadual por São Paulo no começo de janeiro. Ele conquistou a terceira posição na lista entre a coligação PSDB/DEM. Os dois nomes que lideraram a lista Welson Gasparini e Geraldo Vinholi já tinham assumido por causa das licenças de Paulo Alexandre Barbosa e Bruno Covas, que seguiram para as secretárias estaduais do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do governador Geraldo Alckmin.

KLB Na Política De São Paulo

KLB Na Política De São Paulo

Posse De Leandro Do KLB Como Deputado Estadual

No dia 03 de janeiro a Assembleia Legislativa de São Paulo concedeu posse a nove deputados do Estado, incluindo o vocalista da banda KLB, Leandro Finato Scornavacca (PSD).

Não se pode ignorar o fato de que de acordo com a nova formação o PT (Partido dos Trabalhadores) perdeu dois parlamentares e passou a dividir bancada com o PSDB. Ao assumir a posse Leandro reafirmou o compromisso com crianças, família e direito a vida. Leandro assume possuem no dia 1° de fevereiro, com 30 anos de idade.

Polêmica Da Leitura

Leandro é considerado uma celebridade no meio musical. Quando questionado sobre o nível de leitura ele respondei que nunca leu livro grande, conforme afirma matéria publicada no site do Jornal O Estado de S. Paulo (Estadão). Porém, afirmou que no colégio leu algumas obras “finas”. Na atualidade busca leitura indicada para o campo da nova profissão político, caso de “O Príncipe”, obra escrita por Maquiavel.

O cantor e deputado estadual por São Paulo afirmou que em prática essa questão quase não faz diferença. Afirmou que apesar do fato foi visitante voraz de diversos locais do Brasil quando viajou com a banda e conheceu pessoas, locais e dificuldades.

Polêmica Da Leitura

Polêmica Da Leitura

KLB Na Política

Gilberto Kassab tinha planos de buscar nomes importantes para o PSD, quando surgiu a ideia de convidar Kiko e Leandro, dois dos três membros da banda KLB, conhecida no Brasil e exterior. Nas eleições de 2010 o cantor conquistou sessenta mil votos. Tomou posse no dia 3 de janeiro por causa da morte de Ary Fossen (PSDB) e renúncia de três suplentes que assumiram outros encargos políticos.

Kiko Não Votou!

Kiko do KLB teve os votos zerados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições de 2010. Apesar de contar com quase sete mil votos, menos de 1/3 do que Leandro, seu irmão e companheiro de banda, o poder público resolveu cancelar porque o artista não votou no segundo turno das eleições de 2010, fato considerado inédito na história dos pleitos nacionais.

Embora o músico possa ter a candidatura regularizada o fato não vai garantir o acesso à Câmara dos Vereadores porque a quantidade de votos não foi suficiente. Depois de anos fora dos holofotes da mídia o músico voltou a ganhar destaque nos principais jornais brasileiros.

Por diversas vezes o músico entra na rede social, plataforma política usada de modo constante nas campanhas eleitorais, sobre a sua situação, dizendo que teve “0” votos, sendo que nem ele voltou nele mesmo. Depois dos acontecimentos disse que a luta e o trabalho continua, com ou sem mandato.

KIKO e Homofobia

Depois da primeira fase política a banda retornou para o lançamento do 3D. De fato os músicos ficaram ausentes no cenário musical entre 2009 e 2011, praticamente. A principal causa da parada na política, que em termos gerais também surgiu para colocar o grupo em ascensão depois da pequena crise na audiência.

Os dois estão presentes na CPI da Pedofilia, uma das mais polêmicas e esperadas em níveis nacionais, problemas que existe no Brasil há séculos. Em termos gerais a questão da família sempre esteve envolvida no discurso político dos integrantes

Quando perguntado se a homossexualidade afeta os padrões da família, Kiko respondeu ser contra qualquer tipo de homofobia ou discriminação. Porém, fez questão de frisar que gostaria que existisse maior respeito pelos valores e tem postura contrária a qualquer tipo de apologia. Não se pode ignorar o fato de que ele fez referência ao polêmico discurso anti-homofobia que realizou no MEC, com teores impróprios para a postura paramentar.

Mesmo com as polêmicas e vida sobrecarregada na política Kiko diz que as obrigações com a banda contínua, porém, fez questão de ressaltar não misturar temas polêmicos de política nas músicas, ou seja, não vai mudar o estilo de pop romântico inclusive no teor das letras por causa da inclusão à política.

KLB: Celebridade Na Política

As personalidades da política brasileira do passado deram lugar para as celebridades contemporâneas. Tiririca vence eleições na primeira posição, Romário lidera atos reivindicativos, Leandro e Kiko emergem na política de São Paulo.

Quem foi adolescente na primeira metade da primeira década do século XXI teve parte da vida marcada por canções do KLB, gostando ou não do estilo da música.

Conquistaram sucesso explosivo e a independência financeira de maneira rápida. Afinal, eles venderam 05 milhões de álbuns vendidos, fora a quantidade negociada no mercado informal. O irmão restante não ficou com os braços cruzados e começou a explorar outro tipo de carreira dentro do MMA.

Em entrevista exclusiva realizada ao programa “De Frente com Gabi”, no SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), Leandro revelou fatores que o levou a seguir dentro da carreira política mesmo com o amplo sucesso conquistado no KLB.

Diz ele que pensou usar tudo o que conquistou na carreira musical sob a ótica do lado social. Reafirmou os laços e compromissos com a família e as causas em favor de maior justiça para crianças pobres.

Na crítica o assunto é efervescente. Parte aponta que personalidades populares e sem preparo político no poder podem gerar estragos. Outros pensadores dizem que existem questões além de teoria dentro da política e que a eleição de artistas representa o desejo explícito da própria população.

Artigo Escrito por Renato Duarte Plantier

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