Ídolos Dos Festivais De Música Brasileira: Movimento Tropicália

Durante os anos sessenta do século XX o Brasil vivia período cultural complexo, repletos de incertezas por causa da ditadura militar, também possui maior nível de romantismo nos movimentos sociais e artísticos. Diversos músicos que se apresentavam nos festivais de música tiveram que buscar exílio político em nações vizinhas e distantes no sentido de salvarem as próprias vidas contra torturas que ferem todas as regras de humanidade estipuladas pelas nações unidas. Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque foram apenas alguns dos ídolos de festivas de música que precisaram fugir do país. Redes Record e Globo foram responsáveis por televisionar alguns dos históricos festivais de MPB que contaram com as apresentações dos tropicalistas.

Ídolos Dos Festivais De Música Brasileira: Movimento Tropicália

Ídolos Dos Festivais De Música Brasileira: Movimento Tropicália

1960: Brasil Cultura Contra Ditadura Militar

Até os anos de 1960 o país sofria carência no sentido de identidade nacional. Portugueses, indígenas e africanos completaram a cultura nacional, deixando de difícil contestação sobre o que vinha a ser algo realmente brasileiros. Na década de sessenta o samba estava socialmente aceito e os olhos da repressão da elite militar estavam fixados no movimento da tropicália que surgia em terras nacionais como formas musicais de contestação.

Com o advento da televisão começaram a surgir dezenas de programas comandados por músicos. Na época não existia amplitude de videoclipes, o que imperava eram os festivais de música. A Record representava principal emissora neste tipo de conteúdo. Interessante notar que os músicos de TV ficaram famosos antes dos ídolos de filmes e novelas. No período de otimismo tecnológico e pessimismo politico sugiram os grandes Festivas de MPB (Música Popular Brasileira).

Diversos novos talentos começaram a se apresentar com criações originais que até os dias de hoje estão presentes nas rádios nacionais interpretadas de maneira original ou por outros intérpretes. Não se pode ignorar o fato de que estes festivas tiveram papeis fundamentais na história da música nacional em virtude da alta comoção gerada nos telespectadores e espectadores que acompanhavam as apresentações ao vivo. Foram denotadas diversas discussões existências e políticas em plenos regime ditatorial, visto que nos respectivos espaços os tropicalistas tinham maior espaço para eclodir toda a revolta ao sistema.

1960: Brasil Cultura Contra Ditadura Militar

1960: Brasil Cultura Contra Ditadura Militar

1967: Terceiro Festival Da TV Record

Diversos festivais ficaram marcados por inúmeros motivos, tais como o Terceiro Festival da TV Record, em outubro do ano de 1967. Momentos em os tons cristalinos da música brasileira que predominava na época foram deixado de lado por instantes em troca dos instrumentos acústicos e canções com alto teor de esquerda protagonizados por Gilberto Gil e Caetano Veloso, que acrescentaram inclusive sonoridades de rock.

Caetano foi o primeiro a subir e surpreender o palco ao tocar a música “Alegria, alegria”, marcha pop com letra caleidoscópica ao retratar fragmentos existentes no mundo urbano. Veloso foi acompanhado pelo grupo Beat Boys, da Argentina. Após receber fortes vaias no início foi possível escutar aplausos que acabaram por abafar a crítica negativa.

Na sequência foi Gil que inovou ao apresentar ao vivo a música “Domingo no Parque”, acompanhado pelos roqueiros dos Mutantes, banda tradicional de São Paulo. A inovação ficou por conta das concepções cinematográfica entre Rogério Duprat e Gilberto Gil. Após a apresentação história ficou evidente que a Tropicália iria até as últimas consequência no campo artísticos em busca de democracia.

Dentro do movimento da tropicália o evento foi à explosão do ponto em ebulição. Diversos roqueiros nacionais apreciaram a ideia, assim como os movimentos contestatórios. No entanto ficou visível que o caminho dos reacionários da MPB ficaria ainda mais difícil com o aumento dos desafetos famosos e a violência da plateia que cresceu além do nível esperado por qualquer artista, por mais reivindicatório que o mesmo venha a ser. Domingo no Parque ficou em segundo lugar enquanto “Alegria, alegria” encerrou o ciclo na quarta posição.

1968: Rede Globo – III FIC

No ano seguinte a então emergente Rede Globo surge no cenário nacional para lançar o III FIC (Festival Internacional da Canção), em setembro e outubro. Gil e Caetanos estavam com as mentes preparadas para aumentar a propagando do movimento tropicalista que ambicionou chegar para ficar enraizado como típico movimento musical nacional. Ambos realizaram as inscrições com preocupações extras do que a mera primeira posição no concurso de música. Em termos gerais a intensão da dupla estava em colocar em cheque as estruturas do festival dentro da atmosfera cultural nacional. Foi no FIC que Caetano e Gil levaram ao máximo a efervescência e ironia tropicalista.

Novamente Gilberto Gil se apresentou com os Beat Boys, agora com a canção “Questão de Ordem”. Gerou enorme explosão entre todos os produtores do concurso que resolveram desclassificar a música após da vaia histórica. De fato, grande parte do público presente não ficou agradado com o visual BLACK POWER e as guitarras com distorção.

Caetano Veloso subiu no palco para tocar a música “É Proibido Proibir”! Canção que representou pretexto ideal no sentido de defender postura de ruptura ao bom gostos que eram impostos por culturas de direta e esquerda dentro da música popular. Também se apresentou de novo com os Mutantes que armaram verdadeiras zoeiras musicais com Duprat como regente da orquestra. Interessante notar que na apresentação existira inclusive um hippie norte-americano que ficava urrando no microfone.

Rede Record: IV Festival Da Música Brasileira

As repercussões acabaram por agregar maior interesse popular por parte dos festivais. No mês de novembro de 1968 a TV Record lançou o IV Festival da Música Brasileira. Porém, a edição não superou as expectativas esperadas pelos produtores. Tom Zé foi o campeão com a música “SÃO SÃO PAULO”. Os mutantes conquistaram a quarta posição na música “2001”.

Porém, a crítica aponta que a grande revelação do festival ficou por conta das apresentações de Gal Costa que lançou a música “Divino, maravilhoso”, composta por Caetano e Gil. A arte em forma de música trazia interpretações lancinantes e agressivas que revelou marca de virada na carreira da cantora que era conhecida apenas como a queridinha do Brasil. A canção ficou na terceira posição. Mesmo com a ressaca do FIC, o IV Festival da Record acabou por trazer resultados positivos dentro do movimento da tropicália brasileira.

Artigo escrito por Renato Duarte Plantier

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