Quem Gravou o Primeiro Disco de Vinil?

O disco de vinil representou uma grande revolução quando foi inventado, pois tornou possível levar música com qualidade às casas das pessoas. Também conhecido como long play ou LP, o disco de vinil, tem uma história muito interessante. Nesse artigo vamos apresentar a trajetória dessa mídia musical iniciando pelos primórdios e culminando com a sua substituição por CDs e streamings.

O Início de Tudo: A Invenção do Disco de Vinil

 O responsável pela criação do disco de vinil foi o húngaro Peter Carl Goldmark que trabalhava na gravadora norte-americana Columbia Records na década de 1940. Nessa época a gravadora buscava uma opção de melhor custo-benefício ao disco feito de goma-laca da época, também conhecido como disco de 78 rotações.

Dentre as limitações dos discos de goma-laca estava o fato de serem pouco resistentes quebrando-se com muita facilidade e oferecer apenas quatro minutos de gravação. A empresa desejava contar com um material mais durável e que pudesse ser utilizado para gravar um número maior de canções.

Coleção de Disco de Vinil

Coleção de Disco de Vinil

Peter Goldmark conhecendo essas demandas da empresa trabalhou no aprimoramento do disco de goma-laca desenvolvendo então o disco de vinil. Isso somente foi possível porque o alemão Emile Berliner utilizava bolachas metálicas como mídia nos seus gramofones. As bolachas contavam com ranhuras através das quais o som era emitido, o mesmo princípio que foi aplicado por Goldmark aos vinis.

Incertezas

Não há consenso a respeito de qual foi o primeiro disco de vinil do mundo. Há quem acredite que o primeiro de vinil foi lançado em 1948 pela empresa alemã Dóitx Gramofôn substituindo assim o antecessor de goma-laca.

No entanto, há outras fontes que apontam que o lançamento do primeiro disco de vinil do mundo foi feito pela Columbia Records, também no ano de 1948 com uma gravação de “Mendelssohn Concerto In E Minor” executada pelo violinista Nathan Milstein. Independente dessa falta de consenso o vinil se tornou um acontecimento revolucionário para o universo musical.

Por Que o Disco de Vinil Foi Tão Inovador? 

O disco de vinil além de ser mais resistente do que o disco de goma-laca também era mais leve e suportava gravações dos dois lados.

No começo oferecia a possibilidade de gravar em torno de 20 minutos (10 minutos de cada lado). Outro ponto a se destacar é que o disco de vinil tinha mais qualidade sonora. Do ponto de vista técnico o disco de vinil permitia um número maior de linhas no disco reduzindo assim o número de rotações por minuto (rpm) de 78 para apenas 33.

Disco de Vinil no Brasil

Assim como aconteceu com diferentes tecnologias ao longo da história, demorou algum tempo até que os discos de vinil chegassem ao Brasil. Somente em 1951 o disco de vinil começou a ser vendido em território brasileiro. O nome do primeiro LP nacional era nada menos do que “Carnaval”, mais brasileiro impossível.

Nesse LP havia marchinhas e sambas que foram feitos para o carnaval de 1951. As interpretações ficaram por conta de Os Cariosa, Heleninha Costa e Geraldo Pereira. Algo interessante de mencionar a respeito da história do disco de vinil no Brasil é que demorou até que a bolacha caísse no gosto popular por aqui.

O sucesso mesmo dos vinis só aconteceu no ano de 1964, a partir de então os discos de goma-laca ficaram no passado. O disco de vinil se manteve soberano no mercado musical até o ano de 1996. Em 1984 uma nova tecnologia havia sido lançada com o nome de CD. Foi lenta a transição do disco de vinil para os pequeninos CDs, isso fez com que as grandes gravadoras se mantivessem produzindo vinis até meados de 1997. Depois disso se tornou financeiramente inviável.

Do Disco de Vinil Para os CDs 

Embora muitos se mostrassem resistentes em abandonar os LPs para aderir aos CDs essa mudança se mostrava inevitável. Os CDs era menores, mais leves e o principal, permitiam gravar um número maior de músicas. Além de qualidade sonora eram portáteis.

Os CDs demoraram a engrenar, mas quando engrenaram se tornaram um grande sucesso. Ao lançar a versão final do CD, a Sony lançou no mercado o aparelho conhecido como discman que era a atualização do walkman (toca-fitas). O sucesso dos CDs fica evidente a partir do momento em que os fabricantes de som automotivo passam a lançar modelos que permitiam ouvir CDs nos carros.

Do CD ao Streaming

Após o CD o próximo passo foi a digitalização da música, as pessoas agora ouvem suas músicas preferidas pelo computador ou smartphone. Foram desenvolvidos programas especificamente pensados para a compra de música digital. Há uma série de serviços de streaming musical hoje em dia. Os serviços de streaming funcionam com base em assinatura e permitem que o usuário escute suas músicas preferidas onde e como quiser.

Do Streaming e CDs Novamente ao Vinil

O disco de vinil mostrou toda a sua força ao voltar a ganhar destaque no mercado mesmo depois do sucesso do CD e da criação do streaming. Podemos dizer que o disco de vinil foi apenas brevemente ofuscado por essas outras mídias sendo resgatados pelos apaixonados pela sua qualidade de som. Inclusive devemos citar que nos Estados Unidos os LPs nunca saíra do mercado.

No ano de 2009 empresários brasileiros perceberam que era um excelente investimento apostar no setor de vinis que voltava a ficar aquecido no mundo todo. Esses empresários recuperaram máquinas de uma gravadora que havia em Belford Roxo, Rio de Janeiro, e deram início a uma produção de vinis em território nacional.

O retorno do vinil foi bastante celebrado por quem sempre considerou os discos com maior qualidade de som do que os CDs e os streamings. Algo curioso é que até pessoas que viveram apenas o final da era dos discos de vinis são consumidores atualmente.

No ano de 2019 a Associação Americana da Indústria de Gravação (RIAA – sigla em inglês) divulgou um relatório que demonstrava que pela primeira vez desde o ano de 1986 a venda de discos de vinil foi superior a de CDs. Há um movimento de retorno ao disco de vinil, você faz parte dele?

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Categoria(s) do artigo:
História

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